A família da idosa Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, acusa uma estagiária do Posto de Atendimento Médico (PAM) de São João de Meriti,
na Baixada Fluminense, de aplicar, por engano, café com leite na sonda
incorreta - que leva o alimento direto para a veia e causar a morte da
paciente. O caso aconteceu na tarde de domingo (14). Em entrevista ao G1, na manhã desta segunda-feira (15), a filha da vítima, Ilma Ribeiro, disse que os parentes estão 'chocados' com o ocorrido.
Família de Palmerina Ribeiro, de 80 anos, está revoltada com o ocorrido (Foto: Renata Soares/G1)
"Minha mãe estava internada há dez dias na unidade com um quadro de
infecção renal. O quadro de saúde dela, segundo os médicos, era grave.
No entanto, ela estava consciente e se recuperando aos poucos. E ontem,
de repente, ela piorou e minha irmã acabou desconfiando de que havia
alguma coisa errada", explicou a dona de casa, de 54 anos, que
acrescentou ainda que logo após o equívoco, sua mãe começou a ter
convulsões em questões de segundos e morreu quatro horas depois:
"Ela começou a passar mal muito rápido. A partir daí, minha irmã, que
estava com ela no quarto foi olhar o soro e viu que tinha um líquido
marrom dentro e, em cima da mesa, ao lado da cama da minha mãe, tinha um
copo vazio, que era de café com leite. Assim que ela percebeu o engano,
ela começou a gritar, pedindo ajuda, mas nada foi feito", completou.
Procurada pelo G1, em nota, a Prefeitura de São João
de Meriti informou que uma sindicância foi aberta para esclarecer o caso
e que a estagiária e as enfermeiras supervisoras foram afastadas de
suas funções. (Veja a íntegra a nota ao final desta reportagem).
Ainda de acordo com Ilma, a unidade de saúde também não tinha remédios
adequados para o tratamento da sua mãe. O corpo de Palmerina ainda
estava no PAM por volta das 8h50 desta segunda-feira.
Na quarta-feira (10), uma outra idosa, de 88 anos também morreu após uma enfermeira injetar sopa em sua veia.
O caso ocorreu em Barra Mansa, na Região Sul Fluminense. No mesmo dia, o
Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma
sindicância para apurar o ocorrido.
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